Pessoas doidas, malucas e críticas! Sendo amigáveis, podem postar comentários!

09 janeiro, 2010

Oi gente!

Depois de uma noite tranqüila, de barriga cheia e sono ininterrupto, vamos blogar novamente:

Você não Sai da Minha Vida

Título romântico? Talvez... Mas asseguro que as lembranças são curiosas mas sem um pingo de amor contido, a não ser o amor de um sucesso em aventuras. Corpo físico pra uma escalada por cordas oscilantes ou mesmo descidas por tubos apertados e inimigos pra enfrentar eu não tenho, mas tenho a imaginação e meus eternos jogos de vídeo game.
- Cego e vídeo game? Impossível! - você grita. Mas eu asseguro que não. Sei que muitos jogos, por efeitos visuais em excesso ou mesmo por falta de interesse das empresas em torná-los acessíveis são totalmente injogáveis, mas sei também que alguns, principalmente os de luta, podem ser acessados pelo som e por uma breve descrição do que cada golpe faz pra saber a medida de defesa mais adequada. E nos jogos onde existem inimigos, tubos, cordas, árvores, etc? Bem, esses ainda têm jeito, como aliás eu fui alertado pela Saionara. Não, não tô indo embora; esse é o nome de uma pessoa do Rio de Janeiro que, na época que eu comecei a entrar no universo dos games, me deu um toque sobre usar o ritmo das músicas dos jogos pra calcular onde os inimigos pudessem estar. Mas isso só funciona, também, em jogos 2d, onde os inimigos só aparecem de um lado ou outro e não em todas as direções.
- Mas então, existe como acessibilizar jogos 3d?
Claro que existe! Quando uma pessoa gira em torno de si mesma, o som de algum equipamento que esteja ligado no momento também se desloca ao redor da pessoa, não é mesmo? Esse efeito é possível de ser feito num fone de ouvido, como aliás provam alguns jogos referenciados na Áudio Games internacional e até mesmo traduzidos pela Áudio Games brasileira. Agora, me lembrando da era pré-acessibilidade, eu volto a memória, com um flash back inevitável, à minha experiência com o Atari, onde eu jogava algumas coisas mesmo sabendo de uma possibilidade enorme de ser derrotado só pra testar minha audição, como o River Raid, que onde tinha curvas pra fazer, o som de tiro ficava mais rápido e eu tinha de adivinhar pra que lado seria referida curva. No Enduro, nunca recebi a bandeirada, mas sempre gostei de ouvir a turma enxergante/vidente jogando pra mim. Bons tempos aqueles. E agora, uma pergunta ambígua mas inevitável: Quem quer compartilhar comigo a experiência de ter segurado no "pau da alegria"? Não, não é conotação sexual, mas essa é a tradução mais exata de "joy stick", o controlezinho do Atari 2600...

Videogamisticamente,
Doidus!

4 Comments:

Blogger Duckinense said...

Barbaridade tche! pau da alegria? mas que foda, fiquei pensando em todas as vezes que o pessoal falava "agora gira, puxa puxa, vai pra cima, vai pra baixo.." caraca, neste Brasil varoníl, a linguagem é mais exposta dos que os índios pré-colonizados. E viva a sexualidade!!!

11:26 AM

 
Blogger Odonata Anisoptera said...

Para mim, a linguagem de games é tão desconhecida quanto um hieróglifo.

1:36 AM

 
Blogger Fer said...

Uia, que ninja o negócio de controlar o pau da alegria pelo som...

1:40 AM

 
Blogger Fabiana Sugimori said...

Nossa, que saudades de jogar atari. E viva a tecnologia. Quem diria naquela época que iriam inventar os audiogames né!

8:32 PM

 

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