Pessoas doidas, malucas e críticas! Sendo amigáveis, podem postar comentários!

21 outubro, 2007

Oi gente,

Estamos definitivamente postativos! Valeu aí à minha dupla personalidade, devidamente impulsionada pela nossa amiga de remédio pro rosto.

O Excesso

Você, que está aí provavelmente em uma cadeira, tranqüilamente roendo as unhas distraidamente, com as mãos devidamente lavadas, já pensou no que aconteceria se, agora mesmo, as pernas da sua cadeira resolvessem, do nada, abrir-se, deixando você no chão, mesmo que temporariamente, como aquelas cadeiras de plástico que do nada entortam as pernas para nos pregar um susto? E você, que está lendo essa postagem que já começou numa verdadeira Coisi di Doidus, de papo pro ar, numa cama, já pensou se do nada, o colchão fosse desapoiado porque a madeira da cama resolveu se quebrar, e atirar você com colchão e tudo ao solo?
- Por que toda essa tragédia? - diz você.
Minha resposta é:
- Simples! Isso é o caso mais típico de se apoiar em algo e contar com aquilo pro resto da vida. Vamos levar isso ao psicológico, e entraremos no tema:
Se uma pessoa te elogia, que quer ela no momento, sendo ela tua amiga? Certamente, quer te fazer sentir-se bem! Normalmente, essa pessoa consegue isso. Mas qual é o preparo de uma pessoa para receber este elogio? Um elogio, direcionado a uma pessoa, pode causar vários efeitos, desde um sentir-se bem no momento mas saber que tudo pode ser passajeiro, ou menos intenso, até um receber o elogio, apoiar-se nele com todas as forças e, quando a pessoa elogiante, por qualquer motivo que seja, diminui a intensidade do sentimento, ou mesmo que não diminua do sentimento, da resistência do elogio, como o exemplo da cadeira de plástico, que continua inteira mas abre-se de repente, estatelar-se no chão. Esse é o medo; o medo do excesso, o medo do apoio forte, que já me fez cair. O começar desafiando uma pessoa a provar que gosta de mim até saber que ela gosta com tanta intensidade, mesmo sendo puramente amiga, que não me deixou admitir falhas, mesmo que não intencionais. Hoje, aprendi que o bom é sempre o equilíbrio; saber que uma pessoa está aí pra você, mas saber que essa mesma pessoa tem vida própria e portanto merece ser livre. Sendo ela livre, vai, certamente, te decepcionar, e por isso, para que a dor não seja tão forte, não se deve apoiar em momentos; nem na decepção, nem nos elogios dados. No primeiro caso, você se fere repetidamente, e no segundo caso, quando há uma decepção, se fere com tanta intensidade, que pode deprimir-se em segundos! Mas como temos vários ângulos de um mesmo pensamento, inclusive um vindo da própria pessoa que me fez discutir, postagens, please!!!

Fui,
Doidus!

1 Comments:

Blogger Parablind said...

Não queria te ver assim.
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu,
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...

12:53 PM

 

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