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19 outubro, 2006

Fala pessoal!

Hoje eu estou levemente análogo. Mas preciso escrever. O caso é que já que não temos escapatória desse ciclo esquisito, deixemos rastros nele! E é por isso que eu solto mais uma Coisi di Doidus pra vocês:

Teoria da Massa

Quantos de vocês já pensaram que se fomos feitos do pó, e tendo água no corpo, somos massas ambulantes? Mas o que massas fariam por aqui? Será que o destino de toda a massa é buscar um ingrediente, um tempero, um recheio para que se complete? E aqui eu falo de todos os recheios possíveis e imagináveis, não se limitando ao amoroso. O dinheiro é o recheio da massa ambiciosa, o filho é recheio da mulher que gosta de crianças, e a insatisfação é o recheio dos ansiosos. Mas como já se pode saber, nem todo o recheio é voltado para pessoas. Até palavras tem recheios! Mas como a lei da química pode comprovar, às vezes um componente muda toda a composição. Mesmo assim, o resultado não altera algumas funções, como o sal por exemplo que mesmo tendo sua corrosão abafada, ainda não é anulada. Mas o caso é que em palavras, pode-se alterar de tal forma que uma massinha vire Marcinha, e um r alterou até uma cadeia sibilante, mas não tanto o radical. Aí entramos no campo amoroso: será que alguma Marcinha pode ser parte de massa amorosa de alguém? No meu caso, tenho uma amiga com esse nome, mas é um ingrediente apenas de tempero de amizade. Mesmo assim, as letras foram um bom exemplo de que até palavras são temperáveis! E se eu partisse pro campo alimentar, que massa eu seria? Que tempero esperaria? Talvez eu seria um pastel, literalmente! Sempre esperando um recheio a mais para me dar vida. Talvez um recheio de carne? Mas e se a carne não fosse encontrada? E se fosse mas estivesse ainda no corpo de um ser vivo? Assim é a vida humana. Muitas vezes, sabe onde está seu recheio, sabe o que precisa, mas não pode obter. Outras vezes, nem sabe se é aquilo mesmo de que precisa, mas sabe que gostaria de tentar se rechear. Por exemplo: e se depois que eu tivesse a carne disponível para o meu pastel, para colocar na minha massa, eu descobrisse que o que eu precisaria não era um recheio, e sim um ingrediente pra minha própria massa insatisfeita? A carne estaria deixando de habitar um corpo vivo, para viver aprisionada dentro de um pastel, ou devorada junto com ele, por falta de condições de este pastel fugir, dar uma vida nova ao ingrediente que antes era tão mais livre... Mas e um trigo? Uma planta inanimada? O pastel já se considera em um ciclo de procura eterna por algo que se mova, ainda arruma um trigo? Não, definitivamente não é o que eu preciso... E isso só vai agitando a minha massa com a força de uma água quente escapando do fogo e causando borbulhas. E eu me deterioro pouco-a-pouco, em todos os campos da minha vida, por falta de uma iniciativa de parar de procurar um recheio, mas ser um ingrediente principal! Veja o pão, por exemplo: é tratado a socos, mas cresce, e cresce para viver sozinho, mas sabe aproveitar tudo que já é seu! Por isso, ao ser posto no fogo, ele se une, se fortalece, e mostra que pode ser forte! Mas assim como o pastel deprimido, o forte e firme pão também tem o mesmo destino de massa: de uma massa fecal! E aí, valeu a pena todo o esforço para se fortalecer? Será que o pastel perdeu muito?

Reflexivamente,
Doidus.

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