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23 julho, 2013

Conceito sobre Acessibilidade

Oi gente! Dupla personalidade chamando. Caso de urgência! Acessível ou Insensível? Hoje ouvi o conteúdo de um blog que, por questões éticas, não citarei aqui, embora por essas horas, os donos já saibam o que penso. Um deles, inclusive, é meu amigo e eu não gostaria que ele levasse uma discussão ideológica pro lado pessoal. O caso é que o blog tem muitos temas interessantes discutidos ali e leva a palavra "acessível" no nome. O fato é que o espaço referido me remeteu à página www.audiogames.net, que tem uma coleção de links para jogos em áudio. Mas são todos estes jogos realmente acessíveis? Bom, para quem ouve sim, mas nem todos têm gráficos associados. Lembrei-me, então, de quando eu jogava Mortal Kombat. O som das fatalities® descrevia pra mim o que acontecia? Não, mas eu sabia a hora em que uma era aplicada por causa da música de suspense e, caso eu quisesse saber os detalhes, leria a descrição em um site do tipo www.gamefaqs.com. O jogo, no entanto, era acessível porque eu conseguia, e ainda consigo, pelo som, saber de onde vêm os adversários. Um Topspeed, jogo de corrida para cegos (como?!) só tem o áudio dos carrinhos e um efeito sonoro no fone de ouvidos pra indicar por onde o carro passa, se ele está perto da beira da pista, etc. Acontece que o jogo não tem gráficos! Um podcast tem como ser acessível? Bom, podcast é um blog falado. Em tese, ele não tem como publicar todo o conteúdo falado, ainda mais com a duração de uma hora, mas o resumo dele, com os dados mais importantes, tem sim! Já imaginaram um surdo lendo que um espaço é acessível e, ao chegar lá, só pudesse ver: Manchete de hoje - fulano explica como fazer um doce de abóbora. Baixe aqui o podcast e ouça! Que tipo de informação ele receberia disso? Migalha? Não é o caminho. Alguns ainda podem me dizer: - Doidus! Você é cego! Pra você isso é acessível! Olha o tanto de coisas das quais você já foi excluído por ser preparado só pra videntes (pessoas que vêem ou enxergam)! Concordo! Mas se quero que uma pessoa que enxerga (e provavelmente algum possa não ouvir) se coloque no meu lugar, por que não me colocar no lugar desta pessoa? E mesmo as que enxergam e ouvem; pra que falar pra elas: - tenta jogar este audiogame aqui, mas você vai perder de ver porque nem gráfico ilustrativo o jogo tem.? Claro que acho que desenvolvedores de software ou interessados em fazer acessibilidade devem, sim, aprender a usar primeiro um computador ou dispositivo móvel sem monitor ligado, sem som, sem as mãos para aprender como é um site que só pode ser acessível se teclando com os pés como no caso de tetraplégicos, etc. Obviamente que um ou dois dos itens por vez. Sem caixa de som e sem monitor é quase impossível a menos que se tenha dinheiro para comprar uma linha Braille, mas sem monitor e sem mouse, por exemplo, ajuda pra ver tanto como seria a acessibilidade de um cego quanto a de um tetraplégico. Claro, aí vai também um exercício de teclar apenas com o dedo dos pés pra ver que legal deve ser uma tela touchscreen para quem não tem como usar esse recurso. Cego ainda usa o touchscreen de um IPhone por causa do VoiceOver, leitor que fala o que aparece, mas e se a coordenação motora dele for ruim? Comprar um teclado a mais pra ser acessível? Então o IPhone não é tão acessível assim... Sou mais meu bom e velho N97 da Nokia. E isso é assim pra todos os campos. Não se deve colocar o rótulo de acessível sem experimentar, gradativamente, todas as deficiências pelo menos por tempo limitado ou simulado... Até mais, Doidus!

3 Comments:

Blogger Alexandre said...

Fala André,

Não posso deixar de pedir a seus leitores de não acreditarem em mim nem e voce e tirarem suas próprias conclusões ouvindo o Papo ACessível (http://www.papoacessivel.com.br) site este que não entendi porque não quis citar.
Como te falei no Skype e como também respondemos no Papo Reto 01 um programa só de feedbacks aos nossos ouvintes realmente para que fossemos totalmente acessíveis teriamos de atender não só os deficientes visuais que nos ouvem mas também os deficientes auditivos tendo não só uma transcrição em texto como em libras já que sabemos que nem todos os surdos são alfabetizados, do mesmo modo que apenas 10% dos cegos sabem braille.
Da mesma forma abrimos o espaço para ue quem estiver interessado em fazer a transcrição com todo O PRAZER PUBLICARIAMOS EM NOSSO SITE< CANAL NO Youtube e dariamos os crétidos já que este é um trabalho caro e demanda um tempoque infelizmente não temos como dispor para realizar, muito menos o conhecimento para tal.
Agtora gostaria de puxar aqui algumas reflexões: voce disse que o jogo é acessível porque voce consegue jogá-0lo, mas da mesma forma nosso que nosso podcast, este jogo n~]não possui recursos próprios de audio descrição fazendo com que voce tenha de recorrer a outros recursos para saber como é algo do jogo. Acredito que o mesmo se aplica a nosso programa já que infelizmente, por não poderemos oferecer por nós mesmos esta experiencia, nosso futuro ouvinte, com alguma deficiencia autivida, tralmente teria de improvisar algum meio de nos "ouvir".
Acessibilidade para todos e desenho univerval é algo muito bonito no papel, mas muito dificil de se colocar em prática sem que muita gente esteja engajada em realizá-la.
Novamente faço o convite para que nos ouçam lá no http://www.papoacessivel.com.br e para os interessados em contribuir com o projeto podem enviar-nos um e-mail ou postar um comentário lá no site.
Um forte abraço,

Magooape

10:02 AM

 
Blogger Tereza Villela said...

Não me lembro da última vez em que li uma explicação tão boa do que é ou deveria ser audiodescrição

Tereza Cristina Rodrigues Villela

12:11 AM

 
Blogger Tereza Villela said...

Não me lembro da última vez em que li uma explicação tão boa do que é ou deveria ser audiodescrição

Tereza Cristina Rodrigues Villela

12:12 AM

 

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